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O mundo poderá viver uma nova onda positiva de preços das commodities agrícolas, acompanhada de uma melhora também nos preços do petróleo.

Como o Brasil está na lista dos principais mercados produtores de grãos -e com boa expectativa no setor de produção de petróleo-, deverá ser visto como ponto atraente para o capital estrangeiro.

Taxas negativas de juros na maior parte do mundo e queda nos preços dos ativos dão boas oportunidades para fundos de investimentos no país.

A avaliação é de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).

Ele adverte, no entanto, que há muito a fazer quando se trata de governança e lideranças no agronegócio.

É necessária uma revisão do modelo atual. O setor tem de pensar e agir mais como cadeia, e não buscar soluções específicas e isoladas de produto a produto.

O agronegócio tem de ser protagonista nos momentos mais críticos da economia, discutindo reformas, como a tributária e a trabalhista, essenciais para o desenvolvimento do setor.

Para Carvalho, deveria haver um equilíbrio entre agricultura e indústria. Não adianta tirar imposto de um produto e jogá-lo para outro, avalia.

Custo Brasil
Condições tributárias e trabalhistas mais eficientes reduziriam o custo Brasil e tornariam o país mais competitivo, afirma Carvalho.

A agricultura mundial chegou ao limite de exploração em várias áreas do planeta. Mesmo assim, aumenta a necessidade de fontes de energia renovável vindas da agricultura, elevando a oportunidade do Brasil, segundo o presidente da Abag.

Há uma limitação dos recursos. Mas alguns países, como os da África, sofrem ainda mais do que o Brasil.

Para buscar uma revisão desse modelo atual de lideranças agropecuárias no país, a Abag fará uma série de discussões em um congresso na segunda semana de agosto, em São Paulo.

Soja As exportações de julho se mantêm aquecidas. Devem deixar os portos brasileiros pelo menos 6 milhões de toneladas da oleaginosa neste mês, tomando como base as exportações já realizadas.

Açúcar As exportações brasileiras de açúcar atingem uma média de 115 mil toneladas por dia útil neste mês, 35% mais do que em igual período de 2015. As receitas sobem 54%.

Etanol As exportações de álcool deverão atingir 240 milhões de litros neste mês, 12% mais do que o exportado em julho do ano passado.

Fonte: Udop, com informações da Folha de S.Paulo (escrita por Mauro Zafalon, na coluna Viavém das Commodities)