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A CPFL Energia e a Secretaria de Energia e Mineração do Estado inauguraram em Morro Agudo (SP) uma subestação que promete ampliar a oferta de energia elétrica gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto (SP).

Com um investimento de R$ 200 milhões, a infraestrutura instalada em uma área de 150 mil metros quadrados vai facilitar a distribuição, ao sistema elétrico nacional, da energia produzida por 33 usinas de etanol e açúcar em um raio de 100 quilômetros, que integram o grupo de 201 no Estado que praticam a cogeração.

Considerada uma energia limpa e mais barata do que uma termoelétrica convencional, a biomassa da cana não só garante o funcionamento das usinas, como também é uma alternativa às hidrelétricas, sobretudo no período da estiagem.

A queima do bagaço da cana-de-açúcar representa 8% da geração no país, mas tem potencial para ser maior, afirma Leonardo Santos Caio Filho, diretor de tecnologia e regulação da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogem). Em 2017, essa modalidade de cogeração completou 30 anos, desde as primeiras iniciativas na região de Ribeirão Preto.

"Considerando o canavial existente, a gente poderia mais do que dobrar toda essa produção de bioeletricidade, porque têm muitas usinas que passariam por um processo de atualização, os retrofits, onde poderiam gerar duas a três vezes mais. Com isso, falamos em torno de uma Itaipu, seriam 14 gigawatts adicionais no nosso sistema elétrico", diz.

A área abrangida pelo novo sistema de transmissão, que pode ser operado pela sede da CPFL em Campinas (SP), compreende usinas em 20 municípios, dentre os quais Ariranha (SP), Batatais (SP), Colina (SP), Igarapava (SP), Jaboticabal (SP), Pontal (SP), São Joaquim da Barra (SP), Sertãozinho (SP), entre outros, que somam uma população de 700 mil habitantes.

Do valor investido, R$ 100 milhões foram gastos na construção da subestação e outros R$ 100 milhões foram aplicados em melhorias nas linhas de distribuição. Além de atender a atual demanda de distribuição das usinas, a subestação está preparada para expansões futuras.

A CPFL Energia poderá explorar a concessão do ativo até 2045, com uma remuneração anual projetada de R$ R$ 10,8 milhões.

"A gente abre caminho para a expansão da geração de energia a partir do bagaço de cana. Então toda a bioenergia gerada na região poderá agora se conectar ao sistema nacional e vender essa energia ao mercado. Sem essa subestação, sem a ampliação, sem reforço, essas usinas poderiam produzir energia, mas não teriam como vender no mercado", afirma o presidente da CPFL Energia, Andre Dorf.

Fonte: Udop, com informações do G1